
domingo, 12 de outubro de 2008
Tierra y Pueblo n.º 18
O último número da revista da associação identitária Tierra y Pueblo tem como tema central a “Montanha como via de realização” e, como nos diz Enrique Ravello no editorial, “foi pensado para todos os que alguma vez tenham sentido a chamada da montanha como símbolo a compreender e realidade física a conquistar. E é dedicado aos que deixaram as suas vidas na escalada que leva ao Olimpo”. No dossier correspondente podemos ler uma homenagem a Julius Evola, de Nicola di Trento, um texto sobre o Gruppo Escursionistico Orientamenti, o relato da subida ao Elbrus, em 1984, por José Hernánsaez, uma entrevista com Domenico Rudatis, entre outros.
Destaque ainda para os artigos “Sérvia, Albânia e a geopolítica da fronteira sudeste europeia”, de Robert Steuckers, “O Sangue ou a memória do eterno”, de Àlvar Riudellops e Andrés del Corral, e a análise política de E. Monsonís sobre “O difícil caminho até um partido identitário em Espanha”.
Nas recensões críticas, nota para a de Eduardo Núñez sobre o livro de Arturo Pérez-Reverte “Un Día de Cólera”, e a de Mirmidón sobre “Um Inimigo do Povo”, obra do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Terra e Povo n.º 1
O dossier deste número é dedicado ao tema "Europa: a nossa grande Pátria comum", incluindo textos de Humberto Nuno de Oliveira, Duarte Branquinho, Guillaume Faye e Enrique Ravello. Pode ainda ler a homenagem ao falecido escritor normando Jean Mabire, um arigo de Miguel Ângelo Jardim, para além de breves comentários à actualidade, o relato das actividades da associação, críticas a livros, filmes e revistas.
Preço: € 3 + € 1,5 de portes de correio por cada exemplar.
sábado, 4 de outubro de 2008
XIIIe Table Ronde
Portugal estará representado por uma comitiva de cinco portugueses no maior encontro identitário europeu, a Table Ronde, que este ano se realiza pela décima terceira vez, organizado pela associação Terre et Peuple.
O tema deste ano é "O Combate cultural, para fazer o quê?" e o programa é o seguinte:
Morgane: A música, uma voz e uma via.
Jeanne Desnoyers: O teatro popular
Pierre Gillieth: O cinema e o nosso imaginário.
Katerine Mabire: A literatura, uma escola de vida
Kate Nauwelaers (Atelier de l’Elfe): Arte e artesanato populares, uma ética e uma estética
Jean-Claude Valla: A História, um desafio e lições.
Pierre Vial: O combate cultural, a nossa vocação e a nossa missão.
Para além da conferência haverá, como é hábito, numerosas bancas com livros, revistas, discos, artesanato, zona de comidas e área de convívio.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
domingo, 21 de setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
Pierre Krebs, ou a arte de ver os problemas de fundo
Entrevista de Luis Anza para o n.º 1 do jornal espanhol Identidad, após o lançamento do livro La Lucha por lo Esencial. Pierre Krebs é licenciado em Direito, Jornalismo e Ciência Política, doutorou-se em Filosofia, com a tese “Paul Valéry face a Wagner: medida de proximidade”, e é professor de História e Política. Dirige a associação Thule-Seminar, é conferencista e colaborador de vários meios de comunicação franceses e alemães, director da revista Elemente der Metapolitik e escreveu vários ensaios sobre política e sociologia, entre os quais Im Kampf um das Wesen, já publicado em francês e agora em espanhol.
Na introdução do seu livro cita Antoine de Saint-Exupéry e Kurt Eggers. Considera-se mais francês ou alemão?
Antes de tudo, considero-me europeu. A identidade francesa e a identidade alemã não são mais que aspectos de uma mesma identidade: a europeia.
Na sua obra a ideia de identidade é central. Porquê?
Sem identidade não há raízes, sem raízes não é duradouro, tudo se constrói no vazio. Quanto mais profundas são essas raízes, mais sólida é uma comunidade e a sua encarnação jurídica, o Estado. Renunciar à identidade é renunciar a permanecer na história.
A Europa está a renunciar a sua identidade?
Veja à sua volta: fast-food e kebab, música étnica e de fusão, as modas e os produtos culturais americanos gozam do maior êxito e, para cúmulo, temos cerca de 30 milhões de imigrantes de outras culturas.
E isso é bom ou mau?
É a decadência. A decadência é um vírus que quando se infiltra nos povos acaba por corroê-los. A globalização e a mundialização são a asfixia dos povos.
Essa decadência não pode ser apenas passageira?
Só será passageira se os povos europeus mantiverem íntegro o seu substrato étnico e cultural. Se a desfiguração destes elementos for além de certos limites, desenganem-se, não há possibilidade de ultrapassar a crise.
Apesar disso, a opinião geral é de que caminhamos para uma “Europa mestiça”…
A diferença é que um povo colonizado que pode regressar às suas raízes logo que se liberte do jugo estrangeiro, um povo mestiço é um povo geneticamente manipulado que já não possui qualquer raiz.
Spengler dizia que a decadência das civilizações era inevitável.
Equivocava-se. A decadência não é o nosso destino inevitável. As linhagens hereditárias não “envelhecem”, mas é possível que sejam assassinados ou morram no combate. Lembremos o que aconteceu em Roam: sete séculos de guerras tiveram como consequência a morte dos melhores, uma selecção ao contrário.
Hoje existe o risco do assassinato da identidade europeia?
Sim, especialmente quando os povos europeus se submetem a influências culturais negativas e quando o nível demográfico decresce.
Isso não gera uma crise insuperável?
O estado de crise é, de facto, o estado normal na vida das culturas e dos povos. O mundo está em crise desde que é mundo. A crise é a lei fundamental da vida. Quando se entende a crise como um desafio, desperta a energia em vez de adormecê-la.
Qual é o grande desafio actual?
Sem dúvida, entender o processo de decadência que afecta a Europa. Só entendendo este processo será possível reagir.
Qual é então o segredo da decadência?
Há vários desencadeantes, a ideologia igualitária em primeiro lugar: onde há nivelação deixa de haver tensão. Uma vida sem tensão não é vida, é morte. Por outro lado, como defende Julien Freund, é desconcertante que o domínio da técnica e da natureza física seja acompanhado por uma regressão na ordem da natureza humana. Hoje a maioria dos seres humanos carece de domínio sobre si mesmos.
Não acredita que a União Europeia possa ajudar a ultrapassar a crise?
A UE não é a solução, é parte do problema. A Europa é vítima cada vez mais da burocracia planificadora e de uma tecnocracia apolítica em essência e cosmopolita por natureza, submetida pela crescente pressão dos consórcios multinacionais.
Por certo a Turquia entrará na UE?
Não o desejo, isso seria uma catástrofe para a identidade europeia, algo que não importa aos tecnocratas da UE. A única coisa que lhes interessa é se a entrada da Turquia desequilibrará economicamente ou não a UE; não lhes importa a identidade europeia.
Não acredita que um liberalismo económico são possa trazes paz e progresso?
O liberalismo projecta para o futuro da humanidade uma radical e profunda transformação da Terra num imenso mercado de trocas, no qual os indivíduos ficaram reduzidos a “unidades económicas” (mão-de-obra, clientes, empresários ou consumidores); tudo o resto (nações, Estados, povos, identidade) são consideradas anomalias provisórias em relação ao projecto de um mercado mundial.
A Europa terá sempre o “amigo americano”…
O sistema mundialista e globalizado favorece extraordinariamente os EUA e, em especial, a sua classe dirigente. Washington está para converter-se na capital técnico-financeira do grande mercado mundial, cujo sistema nervoso está constituído pela rede de corporações multinacionais. Veja-se isto: entre as 650 multinacionais mais importantes, 638 são controladas a partir dos EUA.
No fundo, se o mundo for mais homogéneo reduzem-se as possibilidades de conflito. Não lhe parece?
Uma das leis fundamentais do universo é a lei da heterogeneidade extrema a todos os níveis (movimentos, velocidades) e em todos os planos da matéria (formas, massas). Mesmo nos fósseis humanos mais arcaicos identifica-se um polimorfismo incrível. Um mundo homogeneizado, nivelado, igualitário até ao limite, não é um mundo: é a antecâmara do inferno.
Acredita que as nações actuais possam desaparecer?
Desaparecerão na medida em que desaparecerem as identidades. As nações estão intimamente ligadas ao território e à identidade. De facto, a ideia de identidade pressupõe a ideia de territorialidade. Não há identidade sem território.
Que acontecerá então com as novas identidades chegadas com a imigração?
Um fenómeno perverso: por um lado atenuar-se-ão as identidades das nações europeias, por outro afirmam-se as identidades dos imigrantes, os quais que se reagrupam em comunidades, bairros, guetos, para manter viva a lembrança do seu grupo de origem. É uma questão de tempo que, mais tarde ou mais cedo, reivindiquem um território próprio.
Lembro-lhe que isto é a Europa, existe uma ordem constitucional, uma autoridade…
Serviu realmente para alguma coisa quando as identidades magrebinas protagonizaram a formidável revolta de Novembro de 2005, que deixou o Maio de 68 parecer uma brincadeira de crianças? A revolta dos subúrbios, não foi mais que a revolta de uma identidade estranha enxertada em solo europeu, francês naquele caso. A primeira labareda da futura guerra civil racial e social.
Não deixa muito lugar para o optimismo…
A Europa pode e deve reagir perante esta situação. Estamos a falar da Europa, não de uma tribo perdida na Amazónia. A Europa deve renascer de si mesma, de uma nova reapropriação da sua própria origem. Não é dos outros que devemos esperar a salvação da nossa cultura, mas de nós próprios.
E isso é possível?
Isso é possível se os europeus o assumirem. É preciso que a Europa volte a ser ela própria, volte a determinar-se e a reafirmar-se a si mesma, que se proteja a si própria das pretensões especialmente vindas de Washington.
… que todos o vejamos.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Touzé tira a máscara
Acabo de saber, lendo o «Rivarol» (n.º 2871, de 12 de Setembro 2008), que Jean-François Touzé ataca violentamente, no que diz respeito ao caso Geórgia, aqueles que exprimem um "anti-americanismo primário, secundário, e visceral" pelo facto de verem com simpatia a Rússia afirmar sem complexos o seu direito a ser potência. Usando fórmulas (como "A Rússia neo-kgbista") que exalam propaganda americana da mais clássica, quer dizer, mais débil.
Assim, em função desta linha de partilha determinante que opõe, em todo o lado, adversários e partidários do imperialismo americano, Touzé alinha no campo dos últimos. Está no seu direito. Mas teria sido mais honesto anunciá-lo aquando da criação da Nouvelle Droite Populaire, que em princípio reagruparia pessoas com as mesmas convicções. Tal evitaria que eu tivesse perdido o meu tempo a participar – por uma preocupação de "ecumenismo nacional" – nas mesmas tribunas que o Sr. Touzé. Para evitar que outros sejam enganados com a mercadoria, difundirei o mais possível os testemunhos de carinho que o Sr. Touzé manifesta em favor do eixo Washington-Tel-Aviv. É sempre melhor sabermos com quem lidamos.
Pierre Vial
Presidente da Terre et Peuple
13/9/2008
Comunicado da NDP
A Direcção Nacional da Nouvelle Droite Populaire constata as divergências ideológicas fundamentais que a opõem ao seu secretário-geral, Jean-François Touzé, em particular no que respeita às suas tomadas de posição liberais e atlantistas contrárias às convicções da larga maioria dos aderentes e dos responsáveis do movimento.
Mais ainda, lamenta o comportamento deste depois de ter ficado em minoria na reunião da Direcção Nacional no dia 13 de Setembro. O Gabinete estatutário da NDP decidiu, assim, em virtude do artigo 8.º dos estatutos, proceder à expulsão de Jean-François Touzé do movimento por falta grave. Consequentemente, Jean-François Touzé não está mais habilitado a exprimir-se ou a agir em nome da Nouvelle Droite Populaire. Esta medida tem efeito a partir do dia 17 de Setembro de 2008 às 14 horas. Robert Spieler, antigo deputado e delegado nacional da NDP, será doravante o porta-voz da Nouvelle Droite Populaire.
Comunicado da Direcção Nacional
da Nouvelle Droite Populaire
17/9/2008
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
La Nouvelle Revue d’Histoire n.º 38
Mesmo a propósito, o tema central do último número de «La Nouvelle Revue d’Histoire» é “O despertar da Rússia”, em cujo editorial o director nos diz: “Para Vladimir Putin ninguém está habilitado a impor o seu direito a outrem. Esperemos que ele se lembre disso nas suas relações com os estados bálticos. Destes princípios advém também a noção de "democracia soberana". Soberania e democracia estão ligadas. Uma não se pode conceber sem a outra. O que deveria significar logicamente uma democracia fundada não sobre os direitos do homem abstracto e sem raízes, mas sobre os direitos dos nacionais de nações concretas”. Num óptimo dossier, traz-nos os artigos “Memória russa e memória europeia” e “Para saudar Soljenitsyne”, de Dominique Venner, “Nas origens da história russa”, de Jean-Pierre Arrignon, “Os alemães na terra dos czares”, de François-Georges Dreyfus, “O regresso dos Romanov”, por Jean des Cars, e “Volkoff, o mais russo dos escritores franceses”, e ainda a cronologia “Do comunismo à nova Rússia. 1917-2008”, feita por Charles Vaugeois e as entrevistas com o economista Jacques Sapir, feita por Michel Rival, sobre “O despertar da Rússia”, e com Aymeric Chauprade, sobre “A geopolítica da Rússia”, feita por Virginie Tanlay.
Destaque ainda para a entrevista com Jean-Marie Constant sob o tema “Uma outra história de França”, o artigo sobre “A epopeia da Nova França”, de Philippe Conrad e o retato de Jacques Bergier, por Jean Bourdier, bem como para as secções habituais.
Uma leitura obrigatória a não perder.
domingo, 31 de agosto de 2008
Terre et Peuple n.º 36
Mais um número da obrigatória revista da associação Terre et Peuple que tem como tema de capa “A terra, ela, não mente”, com os artigos “A terra na tradição indo-europeia”, de Jean Haudry, “Aqueles que não amam a terra” e “Civilização terrena, civilização do enraizamento”, de Pierre Vial, e “Henri Vincenot e o regresso à terra” de Jean-Pierre Delarge. A não perder, também, o artigo de findo de Alain Cagnat intitulado “50 anos de naufrágio argelino: 1958-2008”. De referir ainda as reflexões de Jean-Patrick Arteault sobre o livro “La Guerre Probable”, do general Vincent Desportes, e o relato das actividades da delegação na Catalunha Norte, Terra i Poble.
Como sempre, podemos ainda ler críticas a livros e a álbuns de banda desenhada, bem como comentários sobre a actualidade e as habituais rubricas sobre genealogia e culinária.