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sábado, 21 de dezembro de 2013

A chama


Este fogo resume uma tradição viva. Não uma imagem vaga, mas uma realidade. Uma realidade tão tangível como a dureza desta pedra ou o sopro do vento. O símbolo do Solstício é que a vida não pode morrer. Os nossos antepassados acreditavam que o sol não abandona os homens e que volta todos os anos ao encontro da primavera. Cremos, como eles, que a vida não morre e que, para lá da morte dos indivíduos, a vida colectiva continua. Que importa o que será amanhã. É levantando-nos hoje, afirmando que queremos permanecer como somos, que o amanhã pode vir. Levamos em nós a chama. A chama pura deste fogo de fé. Não um fogo de lembrança. Não um fogo de piedade filial. Um fogo de alegria e de intensidade que temos que acender sobre a nossa terra. Lá queremos viver e cumprir o nosso dever como homens, sem renegar nenhuma das particularidades do nosso sangue, da nossa história, da nossa fé, amalgamadas nas nossas recordações e nas nossas veias... Tudo isto não é a ressurreição de um rito abolido. É a continuação de uma grande tradição. De uma tradição que mergulha as suas raízes no mais profundo das idades e que não quer desaparecer. Uma tradição em que, cada modificação, só deve reforçar o sentido simbólico. Uma tradição que a pouco e pouco revive.
Jean Mabire

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Breviário dos insubmissos


«Temos o conforto, o saber, a opulência. Mas as nossas cidades não são mais cidades e as nossas antigas pátrias já não são o que eram. A excitação dos caprichos mais loucos fazem implodir a nossa civilidade. O dinheiro tornou-se o padrão exclusivo de todos os valores. Sob as aparências da democracia, não somos livres.As causas remontam há muito. Mas a História nunca é imóvel. Chegou o momento para os franceses e os europeus despertarem e libertarem-se. Como? Com certeza não é refazendo o que nos conduziu até onde nos encontramos. Não tendo uma religião à qual nos amarrar, temos desde Homero uma rica memória oculta, depósito de todos os valores sobre os quais refundar o nosso futuro renascimento. Diante do vazio sob os nossos pés, a voracidade demente do sistema financeiro, as ameaças de um conflito de civilização no nosso solo, este 'Breviário' propõe despertar a nossa memória e dar pistas novas para pensar, viver e agir de forma diferente, permitir a cada um reconstruir-se na fidelidade a modelos superiores.»

Dominique Venner
in "Un samouraï d’Occident. Le Bréviaire des insoumis".

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

“Jurámos que nunca nos tornaríamos conformistas”


Jean Mabire não fabricou um sistema, fez viver um sonho. Abriu uma via e deixou um modelo: o de um homem que viveu sempre de acordo com as suas ideias. Os seus talentos ter-lhe-iam permitido uma grande carreira na imprensa e na edição do seu tempo desde que se negasse. Tal era para ele impensável e impraticável. Escolheu continuar fiel aos reprovados entre os quais se sentia bem. Em “Drieu parmi nous” (1963), escreveu: “Jurámos que nunca nos tornaríamos conformistas”. É o que assegurará a sua perenidade.

Dominique Venner

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Solstício de Inverno


"As grandes festas que ritmam o ciclo das estações existem para lembrar que o homem está ligado, pelo sangue e pelo solo, à via cósmica, à grande roda do Eterno Retorno."

Pierre Vial

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Solstício de Inverno

A mãe entrançou a coroa do Advento,
Entrançou-a com ramos bem verdes,
Que tirou do grande abeto sempre verde.
Uma vela arde na coroa. Todos meditam.
Certamente, tudo irá bem, porque assim o desejamos,
Como os pais o desejaram e como desejarão os de amanhã.
Sabem que, apesar de tudo, a vida é assim.
É o dia mais curto do ano.
O de amanhã será maior, o Sol regressará.
É a grande festa do Inverno, dia de alegria,
Alegria calma, penetrante, que cada um encontra no fundo de si
Diante da pequena chama que bruxuleia no candelabro.
Cada um refaz o caminho percorrido.
A inquietação nasce no coração do homem se ele esquece
As leis da vida.
Um grande silêncio. Uma força enorme.
Como uma grande espera.
Diante da pequena chama que cintila agora no candelabro de pedra,
Cada um reencontra a confiança na sua força.
Alegria triunfante de quem guarda a esperança.
O Sol triunfará.
O pai acende a fogueira de Natal e, nos seus olhos,
Há também uma grande chama.
O fogo claro sobe na lareira.
A casa está cheia de calor e luz.
Todos meditam.
Todos prometem guardar fé em si mesmos
E na vida.
Em todos se eleva uma força nova.
A vida triunfará.

Jean Favre

domingo, 21 de junho de 2009

O dia mais longo


Solstício de Junho, instante ambíguo, marcado por uma espécie de mentira, como ele me perturba, me enerva, me agrada. Durante meses ainda, o ano vai parecer lançar-se para o seu zénite de calor e de esplendor, e, entretanto, tudo está pronto: os dias começam a encurtar. O Sol inclina-se, o Sol morre.

A vitória da roda solar não é somente a vitória do Sol, vitória do Paganismo. É a vitória do princípio solar, o que tudo faz girar (“a roda gira”, diz o povo). Vejo triunfar neste dia o princípio de que estou imbuído, que cantei, que com uma consciência extrema sinto governar a minha vida.

A alternância. Tudo o que está submetido à alternância. Quem o compreende, compreendeu tudo. Os gregos estão cheios disso.

Henry de Montherland

domingo, 21 de dezembro de 2008

Solstício de Inverno


Sonhas com um sol hoje desaparecido
Símbolo da vida, de eterno retorno.
Encurtam os dias, o inverno chegou,
Mas no teu coração, sempre ficará a brilhar.

Na noite mais longa entraste na tua casa
A acender a coroa e preparar o fogo.
Vai começar uma longa velada
Com teus irmãos, irmãs, amigos, avós.

Sobre a mesa enfeitada há já três velas
Para os que estão longe, mortos, crianças a chegar.
O rito solisticial vai renovar-se
Em memória do passado, por um grande porvir.

Celebraram-se os nossos antepassados desde milénios
Esta noite consagrada à grande esperança
De um sol que regressará a iluminar a nossa terra
Um mais cada dia, à medida que avançam as estações.

Temos de juntar-nos na noite dos nossos povos
Para mais nos fortalecermos neste mundo hostil.
Amanhã, já o sabemos, o sol brilhará
No fundo das nossas florestas, no coração das nossas cidades.

É na obscuridade, durante esta pausa,
Que podemos forjar as armas que necessitamos
Para o triunfo das nossas ideias, da nossa causa,
E oferecer à Europa um amanhã melhor.

À volta desta mesa, homens e mulheres livres,
Vêm recordar e reencontrar os seus Deuses.
Sente-se a alma que vibra através dos nossos cantos,
A alma da linhagem, a dos nossos avós.

Nesta noite portadora de grande promessa,
A nossa longa memória nos manterá firmes.
Porque, se Dionísio nos trouxe embriaguês,
Também sabemos que Apolo regressará.

Robert Pagan (Dezembro 90)
in “Os Solstícios – História e Actualidade”, Hugin (1995).

domingo, 21 de setembro de 2008

"O que nos importa, é trabalhar até que um dia, próximo ou distante, viva, nos cérebros, nos corações e nas almas a nossa grande pátria a Europa. Que um dia os Europeus tenham a vontade de tomar o seu destino. Nesse dia tudo se tornará possível".

Pierre Vial