sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Terre et Peuple n.º 37

Mais um número da óptima revista da associação Terre et Peuple que tem como tema de capa bastante actual “A Rússia está de Regresso”, com os artigos “Histeria anti-russa: a paranóia dos media ocidentais” e a excelente análise geopolítica “Compreender o conflito entre a Rússia e a Geórgia”, de Jean-Patrick Arteault.

A destacar, também, “A peste jacobina”, com os artigos “Pré-história do jacobinismo”, de Jean Haudry, “Reflexões sobre um episódio jacobino da Revolução Francesa”, de Jean-Patrick Arteault, “O jacobinismo aplicado na Vendeia: do genocídio ao memoricídio”, de Pierre Rigolage, “Yann Fouéré. Da préfectorale ao autonomismo”, de Xavier Guillemot, “Os incorrigíveis jacobinos”, de Pierre Vial, e “Intentidades provinciais”, de Yvan La Jehanne. A não perder, também, o artigo sobre a Grande Guerra de Alain Cagnat intitulado “1914-1918: O fim de um mundo”. De referir ainda a crítica de Pierre Vial ao último número da revista «Éléments», afirmando que “o Mediterrâneo não é o nosso mar” e o artigo sobre genética das populações de Michel Alain.

Podemos ainda ler críticas a livros, bem como comentários sobre a actualidade e as habituais rubricas sobre genealogia e culinária.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Encontro em Sintra


No fim-de-semana passado decorreu em Sintra uma sessão de divulgação da Terra e Povo, que contou com a presença de vários interessados, que trocaram ideias e colocaram questões, num debate informal, ficando desta forma a conhecer os objectivos e projectos da associação, bem como o material da própria e de associações congéneres. Um óptimo convívio ao qual se seguirão outros.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

XIIIe Table Ronde

Mais uma vez decorreu em França para o maior encontro identitário europeu, a Table Ronde, organizada pela associação Terre et Peuple, que se realizou pela décima terceira vez e juntou várias centenas de pessoas de diversos países. Este ano esteve presente um grupo de cinco portugueses e foi apresentada oficialmente a associação Terra e Povo, colocando assim o nosso país numa rede paneuropeia que cresce de dia para dia.

O tema deste ano foi "O Combate cultural, para fazer o quê?" e a primeira intervenção, não prevista, foi de Pierre Vial que falou da actual situação de crise económica e do fim do capitalismo. Alertando para as consequências que se avizinham citou Lenine: "o primeiro dever de um revolucionário é sobreviver." De seguida falou um membro da Terre et Peuple que representa um grupo de várias famílias que concretizou um "regresso à terra" e falou da sua experiência e de como ela alterou radicalmente a sua vida. Na zona das bancas era possível adquirir algumas das produções dessas quintas.


A sala de conferências

Continuou a sessão Kate Nauwelaers, do Atelier de l’Elfe, falando sobre a Arte e o artesanato populares, e a forma como estes fazem parte da luta pela nossa identidade. Depois foi a vez de Pierre Gillieth, que numa excelente intervenção sobre o cinema, enumerou vários filmes onde é possível encontrar uma mensagem na qual nos revemos, conseguindo a participação da audiência. Frisou a importância de se reconhecer o talento, mesmo quando apreciamos autores que não são dos nossos, pois uma postura fechada é a característica dos nossos inimigos, afirmando que "podemos ser tanto ecléticos como abertos sem esquecer e negar os nossos valores". Seguiu-se Morgane, que falou do papel da música no combate cultural identitário e da sua experiência pessoal. Depois de um breve intervalo, foi a vez de Katerine Mabire que falou sobre a literatura, especialmente na vasta e marcante obra de Jean Mabire. Em seguida, tempo para ouvir a fantástica e eloquente intervenção de Jeanne Desnoyers sobre um tema pouco abordado na nossa área, o teatro popular, a sua importância e a forma como evoluiu e tocou as populações em França. Depois, Jean-Claude Valla lembrou o poder da História e a forma como o trabalho dos historiadores e investigadores tem sido cada vez mais impedido em França, tanto por medidas legais, como por diversas pressões. Teve por fim a palavra Pierre Vial, que reiterou a importância do combate cultural, fazendo um ponto da situação actual e afirmando que é a nossa missão porque "a cultura é a expressão da alma de um povo".

A zona das bancas

Como sempre havia uma grande zona de bancas, onde era possível encontrar livros, revistas, música, artesanato, representações de associações e autores, e uma zona de refeições. Pela primeira vez, o material da Terra e Povo esteve disponível na banca partilhada com os nossos camaradas da Tierra y Pueblo.

A banca luso-espanhola

O convívio foi excelente com camaradas de vários países, em especial com os franceses e os espanhóis. Estes últimos contavam também com uma delegação de cinco pessoas e juntos visitámos o Palácio de Versailles no dia a seguir ao evento.

Delegações portuguesa e espanhola

em frente ao Palácio de Versailles

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

T-shirt

Preço: €12
Tamanhos: M, L, XL

domingo, 12 de outubro de 2008

Tierra y Pueblo n.º 18

O último número da revista da associação identitária Tierra y Pueblo tem como tema central a “Montanha como via de realização” e, como nos diz Enrique Ravello no editorial, “foi pensado para todos os que alguma vez tenham sentido a chamada da montanha como símbolo a compreender e realidade física a conquistar. E é dedicado aos que deixaram as suas vidas na escalada que leva ao Olimpo”. No dossier correspondente podemos ler uma homenagem a Julius Evola, de Nicola di Trento, um texto sobre o Gruppo Escursionistico Orientamenti, o relato da subida ao Elbrus, em 1984, por José Hernánsaez, uma entrevista com Domenico Rudatis, entre outros.

Destaque ainda para os artigos “Sérvia, Albânia e a geopolítica da fronteira sudeste europeia”, de Robert Steuckers, “O Sangue ou a memória do eterno”, de Àlvar Riudellops e Andrés del Corral, e a análise política de E. Monsonís sobre “O difícil caminho até um partido identitário em Espanha”.

Nas recensões críticas, nota para a de Eduardo Núñez sobre o livro de Arturo Pérez-Reverte “Un Día de Cólera”, e a de Mirmidón sobre “Um Inimigo do Povo”, obra do dramaturgo norueguês Henrik Ibsen.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Terra e Povo n.º 1

O dossier deste número é dedicado ao tema "Europa: a nossa grande Pátria comum", incluindo textos de Humberto Nuno de Oliveira, Duarte Branquinho, Guillaume Faye e Enrique Ravello. Pode ainda ler a homenagem ao falecido escritor normando Jean Mabire, um arigo de Miguel Ângelo Jardim, para além de breves comentários à actualidade, o relato das actividades da associação, críticas a livros, filmes e revistas.

Preço: € 3 + € 1,5 de portes de correio por cada exemplar.

sábado, 4 de outubro de 2008

XIIIe Table Ronde


Portugal estará representado por uma comitiva de cinco portugueses no maior encontro identitário europeu, a Table Ronde, que este ano se realiza pela décima terceira vez, organizado pela associação Terre et Peuple.

O tema deste ano é "O Combate cultural, para fazer o quê?" e o programa é o seguinte:

Morgane: A música, uma voz e uma via.
Jeanne Desnoyers: O teatro popular
Pierre Gillieth: O cinema e o nosso imaginário.
Katerine Mabire: A literatura, uma escola de vida
Kate Nauwelaers (Atelier de l’Elfe): Arte e artesanato populares, uma ética e uma estética
Jean-Claude Valla: A História, um desafio e lições.
Pierre Vial: O combate cultural, a nossa vocação e a nossa missão.

Para além da conferência haverá, como é hábito, numerosas bancas com livros, revistas, discos, artesanato, zona de comidas e área de convívio.

domingo, 21 de setembro de 2008

"O que nos importa, é trabalhar até que um dia, próximo ou distante, viva, nos cérebros, nos corações e nas almas a nossa grande pátria a Europa. Que um dia os Europeus tenham a vontade de tomar o seu destino. Nesse dia tudo se tornará possível".

Pierre Vial

sábado, 20 de setembro de 2008

Pierre Krebs, ou a arte de ver os problemas de fundo

Entrevista de Luis Anza para o n.º 1 do jornal espanhol Identidad, após o lançamento do livro La Lucha por lo Esencial. Pierre Krebs é licenciado em Direito, Jornalismo e Ciência Política, doutorou-se em Filosofia, com a tese “Paul Valéry face a Wagner: medida de proximidade”, e é professor de História e Política. Dirige a associação Thule-Seminar, é conferencista e colaborador de vários meios de comunicação franceses e alemães, director da revista Elemente der Metapolitik e escreveu vários ensaios sobre política e sociologia, entre os quais Im Kampf um das Wesen, já publicado em francês e agora em espanhol.


Na introdução do seu livro cita Antoine de Saint-Exupéry e Kurt Eggers. Considera-se mais francês ou alemão?
Antes de tudo, considero-me europeu. A identidade francesa e a identidade alemã não são mais que aspectos de uma mesma identidade: a europeia.

Na sua obra a ideia de identidade é central. Porquê?
Sem identidade não há raízes, sem raízes não é duradouro, tudo se constrói no vazio. Quanto mais profundas são essas raízes, mais sólida é uma comunidade e a sua encarnação jurídica, o Estado. Renunciar à identidade é renunciar a permanecer na história.

A Europa está a renunciar a sua identidade?
Veja à sua volta: fast-food e kebab, música étnica e de fusão, as modas e os produtos culturais americanos gozam do maior êxito e, para cúmulo, temos cerca de 30 milhões de imigrantes de outras culturas.

E isso é bom ou mau?
É a decadência. A decadência é um vírus que quando se infiltra nos povos acaba por corroê-los. A globalização e a mundialização são a asfixia dos povos.

Essa decadência não pode ser apenas passageira?
Só será passageira se os povos europeus mantiverem íntegro o seu substrato étnico e cultural. Se a desfiguração destes elementos for além de certos limites, desenganem-se, não há possibilidade de ultrapassar a crise.

Apesar disso, a opinião geral é de que caminhamos para uma “Europa mestiça”…
A diferença é que um povo colonizado que pode regressar às suas raízes logo que se liberte do jugo estrangeiro, um povo mestiço é um povo geneticamente manipulado que já não possui qualquer raiz.

Spengler dizia que a decadência das civilizações era inevitável.
Equivocava-se. A decadência não é o nosso destino inevitável. As linhagens hereditárias não “envelhecem”, mas é possível que sejam assassinados ou morram no combate. Lembremos o que aconteceu em Roam: sete séculos de guerras tiveram como consequência a morte dos melhores, uma selecção ao contrário.

Hoje existe o risco do assassinato da identidade europeia?
Sim, especialmente quando os povos europeus se submetem a influências culturais negativas e quando o nível demográfico decresce.

Isso não gera uma crise insuperável?
O estado de crise é, de facto, o estado normal na vida das culturas e dos povos. O mundo está em crise desde que é mundo. A crise é a lei fundamental da vida. Quando se entende a crise como um desafio, desperta a energia em vez de adormecê-la.

Qual é o grande desafio actual?
Sem dúvida, entender o processo de decadência que afecta a Europa. Só entendendo este processo será possível reagir.


Qual é então o segredo da decadência?
Há vários desencadeantes, a ideologia igualitária em primeiro lugar: onde há nivelação deixa de haver tensão. Uma vida sem tensão não é vida, é morte. Por outro lado, como defende Julien Freund, é desconcertante que o domínio da técnica e da natureza física seja acompanhado por uma regressão na ordem da natureza humana. Hoje a maioria dos seres humanos carece de domínio sobre si mesmos.

Não acredita que a União Europeia possa ajudar a ultrapassar a crise?
A UE não é a solução, é parte do problema. A Europa é vítima cada vez mais da burocracia planificadora e de uma tecnocracia apolítica em essência e cosmopolita por natureza, submetida pela crescente pressão dos consórcios multinacionais.

Por certo a Turquia entrará na UE?
Não o desejo, isso seria uma catástrofe para a identidade europeia, algo que não importa aos tecnocratas da UE. A única coisa que lhes interessa é se a entrada da Turquia desequilibrará economicamente ou não a UE; não lhes importa a identidade europeia.

Não acredita que um liberalismo económico são possa trazes paz e progresso?
O liberalismo projecta para o futuro da humanidade uma radical e profunda transformação da Terra num imenso mercado de trocas, no qual os indivíduos ficaram reduzidos a “unidades económicas” (mão-de-obra, clientes, empresários ou consumidores); tudo o resto (nações, Estados, povos, identidade) são consideradas anomalias provisórias em relação ao projecto de um mercado mundial.

A Europa terá sempre o “amigo americano”…
O sistema mundialista e globalizado favorece extraordinariamente os EUA e, em especial, a sua classe dirigente. Washington está para converter-se na capital técnico-financeira do grande mercado mundial, cujo sistema nervoso está constituído pela rede de corporações multinacionais. Veja-se isto: entre as 650 multinacionais mais importantes, 638 são controladas a partir dos EUA.

No fundo, se o mundo for mais homogéneo reduzem-se as possibilidades de conflito. Não lhe parece?
Uma das leis fundamentais do universo é a lei da heterogeneidade extrema a todos os níveis (movimentos, velocidades) e em todos os planos da matéria (formas, massas). Mesmo nos fósseis humanos mais arcaicos identifica-se um polimorfismo incrível. Um mundo homogeneizado, nivelado, igualitário até ao limite, não é um mundo: é a antecâmara do inferno.

Acredita que as nações actuais possam desaparecer?
Desaparecerão na medida em que desaparecerem as identidades. As nações estão intimamente ligadas ao território e à identidade. De facto, a ideia de identidade pressupõe a ideia de territorialidade. Não há identidade sem território.

Que acontecerá então com as novas identidades chegadas com a imigração?
Um fenómeno perverso: por um lado atenuar-se-ão as identidades das nações europeias, por outro afirmam-se as identidades dos imigrantes, os quais que se reagrupam em comunidades, bairros, guetos, para manter viva a lembrança do seu grupo de origem. É uma questão de tempo que, mais tarde ou mais cedo, reivindiquem um território próprio.

Lembro-lhe que isto é a Europa, existe uma ordem constitucional, uma autoridade…
Serviu realmente para alguma coisa quando as identidades magrebinas protagonizaram a formidável revolta de Novembro de 2005, que deixou o Maio de 68 parecer uma brincadeira de crianças? A revolta dos subúrbios, não foi mais que a revolta de uma identidade estranha enxertada em solo europeu, francês naquele caso. A primeira labareda da futura guerra civil racial e social.

Não deixa muito lugar para o optimismo…
A Europa pode e deve reagir perante esta situação. Estamos a falar da Europa, não de uma tribo perdida na Amazónia. A Europa deve renascer de si mesma, de uma nova reapropriação da sua própria origem. Não é dos outros que devemos esperar a salvação da nossa cultura, mas de nós próprios.

E isso é possível?
Isso é possível se os europeus o assumirem. É preciso que a Europa volte a ser ela própria, volte a determinar-se e a reafirmar-se a si mesma, que se proteja a si própria das pretensões especialmente vindas de Washington.

… que todos o vejamos.