Acabo de saber, lendo o «Rivarol» (n.º 2871, de 12 de Setembro 2008), que Jean-François Touzé ataca violentamente, no que diz respeito ao caso Geórgia, aqueles que exprimem um "anti-americanismo primário, secundário, e visceral" pelo facto de verem com simpatia a Rússia afirmar sem complexos o seu direito a ser potência. Usando fórmulas (como "A Rússia neo-kgbista") que exalam propaganda americana da mais clássica, quer dizer, mais débil.
Assim, em função desta linha de partilha determinante que opõe, em todo o lado, adversários e partidários do imperialismo americano, Touzé alinha no campo dos últimos. Está no seu direito. Mas teria sido mais honesto anunciá-lo aquando da criação da Nouvelle Droite Populaire, que em princípio reagruparia pessoas com as mesmas convicções. Tal evitaria que eu tivesse perdido o meu tempo a participar – por uma preocupação de "ecumenismo nacional" – nas mesmas tribunas que o Sr. Touzé. Para evitar que outros sejam enganados com a mercadoria, difundirei o mais possível os testemunhos de carinho que o Sr. Touzé manifesta em favor do eixo Washington-Tel-Aviv. É sempre melhor sabermos com quem lidamos.
Pierre Vial
Presidente da Terre et Peuple
13/9/2008
Comunicado da NDP
A Direcção Nacional da Nouvelle Droite Populaire constata as divergências ideológicas fundamentais que a opõem ao seu secretário-geral, Jean-François Touzé, em particular no que respeita às suas tomadas de posição liberais e atlantistas contrárias às convicções da larga maioria dos aderentes e dos responsáveis do movimento.
Mais ainda, lamenta o comportamento deste depois de ter ficado em minoria na reunião da Direcção Nacional no dia 13 de Setembro. O Gabinete estatutário da NDP decidiu, assim, em virtude do artigo 8.º dos estatutos, proceder à expulsão de Jean-François Touzé do movimento por falta grave. Consequentemente, Jean-François Touzé não está mais habilitado a exprimir-se ou a agir em nome da Nouvelle Droite Populaire. Esta medida tem efeito a partir do dia 17 de Setembro de 2008 às 14 horas. Robert Spieler, antigo deputado e delegado nacional da NDP, será doravante o porta-voz da Nouvelle Droite Populaire.
Comunicado da Direcção Nacional
da Nouvelle Droite Populaire
17/9/2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Touzé tira a máscara
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
La Nouvelle Revue d’Histoire n.º 38
Mesmo a propósito, o tema central do último número de «La Nouvelle Revue d’Histoire» é “O despertar da Rússia”, em cujo editorial o director nos diz: “Para Vladimir Putin ninguém está habilitado a impor o seu direito a outrem. Esperemos que ele se lembre disso nas suas relações com os estados bálticos. Destes princípios advém também a noção de "democracia soberana". Soberania e democracia estão ligadas. Uma não se pode conceber sem a outra. O que deveria significar logicamente uma democracia fundada não sobre os direitos do homem abstracto e sem raízes, mas sobre os direitos dos nacionais de nações concretas”. Num óptimo dossier, traz-nos os artigos “Memória russa e memória europeia” e “Para saudar Soljenitsyne”, de Dominique Venner, “Nas origens da história russa”, de Jean-Pierre Arrignon, “Os alemães na terra dos czares”, de François-Georges Dreyfus, “O regresso dos Romanov”, por Jean des Cars, e “Volkoff, o mais russo dos escritores franceses”, e ainda a cronologia “Do comunismo à nova Rússia. 1917-2008”, feita por Charles Vaugeois e as entrevistas com o economista Jacques Sapir, feita por Michel Rival, sobre “O despertar da Rússia”, e com Aymeric Chauprade, sobre “A geopolítica da Rússia”, feita por Virginie Tanlay.
Destaque ainda para a entrevista com Jean-Marie Constant sob o tema “Uma outra história de França”, o artigo sobre “A epopeia da Nova França”, de Philippe Conrad e o retato de Jacques Bergier, por Jean Bourdier, bem como para as secções habituais.
Uma leitura obrigatória a não perder.
domingo, 31 de agosto de 2008
Terre et Peuple n.º 36
Mais um número da obrigatória revista da associação Terre et Peuple que tem como tema de capa “A terra, ela, não mente”, com os artigos “A terra na tradição indo-europeia”, de Jean Haudry, “Aqueles que não amam a terra” e “Civilização terrena, civilização do enraizamento”, de Pierre Vial, e “Henri Vincenot e o regresso à terra” de Jean-Pierre Delarge. A não perder, também, o artigo de findo de Alain Cagnat intitulado “50 anos de naufrágio argelino: 1958-2008”. De referir ainda as reflexões de Jean-Patrick Arteault sobre o livro “La Guerre Probable”, do general Vincent Desportes, e o relato das actividades da delegação na Catalunha Norte, Terra i Poble.
Como sempre, podemos ainda ler críticas a livros e a álbuns de banda desenhada, bem como comentários sobre a actualidade e as habituais rubricas sobre genealogia e culinária.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Terre et Peuple n.º 35
Mais um número da obrigatória revista da associação Terre et Peuple que desta vez destaca na capa o tema “Raças e Inteligência: Um assunto sulfuroso?”, com um artigo de Pierre Vial que salienta os dogmas instituídos hoje em dia sobre a questão e a excelente análise de fundo de Michel Alain sobre este tema polémico. A não perder, também, é a grande entrevista com o presidente da Terre et Peuple, a fazer um ponto da situação actual do movimento e uma continuação do seu livro publicado em 2000 “Une Terre, un Peuple”.
De referir ainda os artigos “Elementos de uma iconografia indo-europeia”, de Jean Haudry, “Más e boas razões para ser contra a independência do Kosovo”, de Jean-Patrick Arteault, e “Líbano impossível!”, de Alain Cagnat.
Podemos ainda ler as habituais secções e notícias, merecendo destaque, nas recensões críticas, o livro “Aristote au Mont Saint-Michel”, de Sylvain Gouguenheim, professor de História Medieval, “Petit Frère”, do jornalista Éric Zemmour, “L´Épuration”, de Pierre Gillieth, e o volume da colecção Qui suis-je ? sobre Doriot, de Jean-Claude Valla.
sábado, 28 de junho de 2008
Tierra y Pueblo n.º 17
O último número da revista da associação identitária Tierra y Pueblo, dedicado à Rússia, é simplesmente imperdível. Como nos diz Enrique Ravello no editorial, “a Rússia reabre a História”, considerando que “Putin desmente Huntington e Fukuyama”. Com diversos artigos que versam desde a história russa à política actual, passando pela geopolítica, não esquecendo a arte, a literatura e a poesia, o destaque vai para o excelente dossier intitulado “De onde vêm os russos?”, com artigos de Jean Haudry, Pierre Vial e Juan Gilabert.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Terre & Peuple n.º 34
Este número da imperdível revista da associação Terre et Peuple tem como tema central “Kosovo e Rússia: a verdade”, apresentando um óptimo dossier sobre esta questão tão importante, da qual Pierre Vial nos diz: “O que está em jogo neste momento no Kosovo é decisivo para o futuro dos europeus.” Conta com os artigos “Testemunho de um patriota sérvio”, de Miodrag Jankovic, “Balcãs: É muito mais tarde do que pensamos”, de Alain Cagnat, “A independência do Kosovo-Metohija é injusta, ilegal e perigosa”, de Patrick Barriot, antigo capacete azul na ex-Jugoslávia, “O Unimikistão, novo estado da ONU”, do jornalista Maciej Zaremba, a “Declaração sobre o Kosovo”, do Patriarca de Moscovo Alexis II, feita ao Parlamento Europeu, e ainda duas comunicações apresentadas na XII Table Ronde, “A tomada de reféns de Beslan e as perspectivas do futuro da política russa”, de H. P. Falavigna, e “A História victimária como identidade negativa”, de Tomislav Sunic.
Podemos ainda ler as habituais secções e notícias, merecendo destaque, nas recensões críticas, a nova edição do livro sobre a História da Guerra Civil Russa, “Les Blancs et les Rouges”, de Dominique Venner. Referência ainda para o artigo sobre as tradições do Solstício de Inverno e a notícia sobre a homenagem feita pela associação aos soldados franceses e alemães caídos na batalha de Verdun.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
A "independência" do Kosovo
O presidente da Associação “Terre et Peuple” reagiu à autoproclamada “independência” do Kosovo, que considera um “protectorado americano” e que, segundo ele, “apoia o processo de limpeza étnica empreendida desde há muito tempo por albaneses contra os sérvios. Esta é apenas uma etapa da islamização da Europa”. Por isso, apela à “mobilização dos europeus ainda lúcidos para mostrar, por todos os meios, a sua solidariedade activa com os seus irmãos sérvios. Estes têm grande necessidade de saber que não estão sós e que o seu combate identitário é o nosso. A terra do Kosovo é Sérvia. Um dia virá a reconquista desse berço histórico do povo sérvio”.
domingo, 20 de janeiro de 2008
Tierra y Pueblo n.º 16
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Tierra y Pueblo n.º 15
O último número da excelente «Tierra y Pueblo», revista da associação espanhola homónima, tem como interessante e oportuno tema de fundo a possibilidade de um novo modelo económico, conta com artigos de Enrique Ravello, Pierre Vial, Federico Traspedra, Joaquín Bochaca, Eduardo Núñez, entre outros, crítica de livros, cinema e não só. Imperdível!
XIIe Table Ronde
Desloquei-me em Outubro de 2007 a Paris, mais concretamente a Villepreux, pequena localidade nos arredores da capital francesa, para a XII Table Ronde, a convite do Pierre Vial, presidente da Terre et Peuple, associação que organiza este encontro pan-europeu. Acompanharam-me dois amigos portugueses e desde logo nos sentimos em casa.
A Table Ronde decorre num óptimo local, de estilo campestre, que tem amplo estacionamento, espaços ao ar livre para confraternização e de passagem entre as grandes salas para a conferência, para os stands e para as refeições. O evento dura um dia inteiro, havendo intervenções na sala da conferência de manhã e à tarde, e um enorme salão onde estão presentes associações, movimentos, editoras de livros e de música, livrarias, revistas, bem como stands de artesanato e gastronomia.
A afluência é muito numerosa, originária de toda a Europa, mas com óbvia predominância francesa. Este ano, segundo me disseram depois de um cálculo provisório, foram ultrapassados os 800 participantes do ano passado, tendo havido mais de 1000 pessoas presentes. Um número que demonstra bem a vitalidade e a crescente importância deste encontro.
A conferência deste ano foi subordinada ao tema “liberdade para a História”, alusão directa às leis que em França impõem versões oficiais da História, impedindo o trabalho e a livre investigação dos historiadores. Da parte da manhã, houve duas intervenções. A primeira foi do diplomata de origem croata Tomislav Sunic, que criticou a História baseada em vitimizações por representar uma identidade negativa, aproveitando para falar ainda sobre o seu mais recente livro, Homo Americanus. Seguiu-se Henri-Paul Falavigna, director do colectivo “Crianças mártires de Beslan”, que falou sobre a desinformação que tem havido sobre este massacre de inocentes e sobre o trabalho que tem feito de recolha de dados e notícias sobre o mesmo e a sua compilação num CD.
Tempo depois para almoçar, comprar livros e música, pôr a conversa em dia com vários amigos e camaradas e conhecer novas pessoas e projectos. O ambiente estava óptimo e é sempre bom ver o espírito de camaradagem e entreajuda; dou aqui um exemplo a fixar, o de uma deputada do Vlaams Belang não teve quaisquer problemas em ajudar a servir no balcão de comidas rápidas.
Para além desta parte lúdica, tive que preparar a minha intervenção. Perante algumas faltas, como por exemplo a de Andreas Molau, impedido por estar em campanha eleitoral como candidato pelo NPD, fui convidado pelo Pierre Vial a falar sobre a situação portuguesa. Aceitei, claro, e tentei o meu melhor.
Duarte Branquinho, Pierre Vial e Jean Haudry
À tarde, abriu a sessão Gabriele Adinolfi, pensador e autor italiano, presidente do centro de estudos Polaris, que falou sobre a situação em Itália, nomeadamente como Mussolini é visto pela maioria das pessoas e sobre a forma como se pode tratar historicamente esse período, que é muito diferente do resto da Europa, mas onde começa já a haver entraves. Seguiu-se a minha intervenção, onde tive oportunidade de dar conta da perseguição aos nacionalistas em Portugal e também sobre as versões históricas politicamente correctas nos manuais escolares, terminando com um apelo à formação dos mais novos, inspirados pelos escuteiros da Europe Jeunesse que havia visto no início do dia. Dei então lugar ao meu caro amigo Enrique Ravello, presidente da associação espanhola Tierra y Pueblo, que falou dos mitos da Guerra Civil de Espanha, numa altura em que o governo de Zapatero legislou sobre a memória histórica e voltou a abrir feridas profundas. Foi depois a vez de Éric Delcroix, advogado especialista na defesa da liberdade de expressão, que numa excelente intervenção, mostrou como o sistema judicial francês está refém de uma dicotomia do “bem” e do “mal” no que respeita a ideologias e investigações históricas.A seguir pudemos ouvir Pierre Krebs, presidente do Thule Seminar, pensador e orador brilhante, que falou sobre o direito dos alemães à memória histórica e motivou a assistência para o combate pela nossa identidade, com a energia que o caracteriza. Encerrou os trabalhos Pierre Vial, que explicou que o nome e o tema da conferência era igual ao de uma associação criada por René Rémond e outros historiadores de referência contra as leis francesas que impõem versões oficiais e castram os historiadores, como a famosa lei Gayssot.
Foi a minha segunda presença na Table Ronde e uma óptima experiência que espero repetir para o próximo ano, de preferência com uma delegação nacional maior. Um ponto de encontro pan-europeu que deve ser uma fonte de inspiração para tantos projectos possíveis e necessários no nosso país.