sábado, 4 de julho de 2009

Universidade de Verão 2009: objectivo cumprido

A Associação Terra e Povo organizou no passado fim-de-semana a sua primeira Universidade de Verão que juntou cerca de 50 pessoas em Lisboa para reflectir sobre a importância da criação de uma rede identitária europeia, através de exemplos e experiências nacionais e de outros países europeus.

No primeiro dia, os trabalhos foram iniciados por Duarte Branquinho, presidente da Terra e Povo, que após a cerimónia tradicional onde acendeu as três velas, explicou em breves palavras o objectivo da associação e apresentou os oradores.

A primeira intervenção esteve a cargo de Humberto Nuno de Oliveira, que falou da importância do combate cultural, numa perspectiva gramsciana, e a complementaridade deste com o combate político. Destacou a importância de desmascarar o que considerou a eterna culpabilidade dos europeus para a defesa da nossa identidade numa Europa dos Povos, diametralmente oposta ao projecto mundialista da actual União Europeia.

Seguiu-se a intervenção de Aline Gallasch Hall, historiadora, que falou da comunidade ucraniana em Portugal como uma migração de matriz europeia, muito diferente da imigração do terceiro mundo. Salientou os muitos pontos em comum entre os dois povos e o elevado nível educacional dos ucranianos que vêm para o nosso país. Esta participação demonstrou o carácter transversal do evento, algo que, como salientou o presidente da Terra e Povo, é essencial para a construção de uma vanguarda cultural.

A assistência demonstrou grande interesse e foi muito participativa.

Tempo para almoçar na cantina da Universidade, onde foi servida uma excelente refeição durante a qual os presentes trocaram impressões em alegre convívio.

Reiniciou a sessão Enrique Ravello, presidente da Tierra y Pueblo, traçou o percurso do combate cultural e político dos membros da associação, salientando a importância de um núcleo coeso à frente de um projecto cultural e político. Apresentou o trabalho da sua associação, nomeadamente em termos editoriais. Falou depois sobre a situação política espanhola, respondendo a questões da assistência, e sobre as dificuldades de criar um partido identitário.

Seguiu-se a participação de Gabriele Adinolfi, presidente do Centro Studi Polaris, que falou sobre a experiência da Casa Pound e todas as iniciativas a ela associadas. Perante as questões dos presentes, apresentou várias propostas para a criação de uma vanguarda que se quer futurista e revolucionária, que consiga "construir poder" e não "tomar o poder".

O último orador foi Pierre Vial, presidente da Terre et Peuple, que lembrou o grande objectivo do nosso combate: a defesa da identidade. Apresentando como pano de fundo a actual crise socioeconómica mundial, reforçou a necessidade de uma vanguarda cultural preparada para a construção de uma Grande Pátria Europeia segundo a nossa visão do Mundo. No fim, afirmou a importância de Portugal na tão necessária rede identitária europeia e elogiou o trabalho da Terra e Povo como pólo do combate identitário no nosso país.

O presidente da Terra e Povo ofereceu, em nome da Associação, uma réplica de um cavaleiro português do século XIV, ao medievalista e grande combatente identitário Pierre Vial.

No dia seguinte, membros da Terra e Povo levaram os oradores a visitar vários museus, entre os quais o Museu Nacional de Arqueologia, e deram a conhecer melhor a capital do nosso país. Portugal torna-se assim, segundo os convidados, uma paragem obrigatória no roteiro identitário europeu.

Esta primeira Universidade de Verão cumpriu o objectivo proposto: juntar em Lisboa os principais respresentantes europeus identitários numa discussão com pessoas interessadas em desenvolver um projecto pan-europeu. Uma iniciativa a repetir, que mostra que é possível fazer um trabalho sério no combate cultural pela nossa identidade quando há vontade e esforço conjunto.